A estratégia do AEJ (Aeróbio em Jejum) é vantajosa para quem?

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What is a stock option leap Ao passar dos anos na minha vida profissional percebo que as certezas são gradualmente reduzidas e as dúvidas aumentam. Assim como a medicina séria, que é baseada em evidências científicas, creio que a Educação Física trilhe hoje o mesmo caminho. Talvez em passos mais lentos, principalmente sobre alguns temas.

follow link É o caso do AEJ (Aeróbio em Jejum) e a famigerada associação com a perda acelerada de gordura corporal. Assunto antigo, mas que recebeu  atenção da comunidade científica nos últimos 10 anos. As dúvidas ainda existem e, com certeza, mais estudos precisam ser realizados para sabermos afinal:

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Relaciono abaixo, alguns autores e seus estudos, análise critica de alguns métodos de pesquisa sobre o AEJ.

Para começar, é importante entender como o AEJ é sugerido por treinadores de bodybuilders:

source link 1) Depois de seis a oito horas de sono noturno o indivíduo não deve realizar o desjejum, ou seja, nenhuma fonte de carboidrato ou proteína ou gordura é consumida ao acordar;

go to site 2) É realizado sempre aeróbio de baixa a moderada intensidade, o que perfaz 60-65%Vo2max ou 60 a 70% da FCM. Não há oscilação de intensidade, ou seja, o método é linear;

Tastylia Germany 3) A duração máxima é de 30 min.

A estratégia do AEJ recai na condição fisiológica na qual ao acordarmos possuímos baixa disponibilidade de glicogênio muscular e sob a prática de exercícios aeróbios de leve a moderada intensidade, existe maior oxidação de lipídios. Em relação a isso, we point per opzioni binarie download Paoli et al., (2011), constataram que o AEJ não propiciou benefícios na oxidação das gorduras e menor gasto energético ao longo de 24 horas quando comparado à sessão de exercício com os indivíduos alimentados.

Os pesquisadores compararam o efeito sobre o consumo de oxigênio (VO2) e utilização de lipídios, estimada pela razão de troca respiratória (RER), em 8 homens jovens saudáveis que realizaram a mesma sessão de treino de intensidade moderada em esteira ergométrica, a 65% FCM, por 36 minutos logo pela manhã, em dois testes em sequência aleatória: FST teste (jejum), sem qualquer ingestão de alimentos e teste FED (condição alimentada) depois do café da manhã. Entretanto, observaram que o consumo de café da manhã após o jejum resultou num aumento significativo na relação de troca respiratória nas 12hs após o exercício do que em condições alimentadas.  http://nottsbushido.co.uk/hotstore/Hotsale-20150822-220330.html Bock et al., (2005), demonstraram melhora da quebra de triglicerídeos intramusculares (fibras oxidativas), além de maior taxa de ressíntese de glicogênio pós exercício, em 9 homens saudáveis e fisicamente ativos, com peso corporal ~74kg. Os testes foram realizados num cicloergômetro, a ~75%VO2MÁX, com duração de 2 horas. http://coconutcharcoalindonesia.com/?decerko=anyontion&ac9=ca   click here Schoenfeld et al. (2014) investigaram as alterações na massa gorda e massa magra de 20 mulheres saudáveis e fisicamente ativas, com peso corporal ~62kgs, submetidas a treino aeróbio  3 x p/semana, 01 hora/dia, de intensidade a 70% da FCM por um período total de 04 semanas. A ingesta calórica foi de 1.236-1.277Kcal/dia, respectivamente para o grupo jejum e alimentado. As análises antropométricas posteriores (via sistema BodPod), revelaram que houve redução de gordura maior no grupo jejum, porém não significativa. Alguns pontos importantes que devem ser considerados:

giudizi su autopzionibinarie 1) Os autores prezaram por uma uniformidade em peso e estatura da amostra e misturaram corredoras atletas com não atletas igualmente entre os grupos. É sabido que o nível de treinabilidade é um preditor importante em impactos positivos ou negativos sobre análises de oxidação e mobilização de AGL (Klein et al., 1994). Até aí tudo bem…o negócio pegou quando COINCIDENTEMENTE o maior número de mulheres mais velhas pertencia ao grupo jejum onde também foram registrados previamente maior % de gordura corporal e menor % de massa magra.

2) Para controle do consumo nutricional diário, sugeriram que o próprio indivíduo estudado, por quatro semanas, usasse um aplicativo da internet chamado “MyFitnesspal.com”. Os próprios autores citam Mertz W et al. (1991), onde relatam que o auto-relato de consumo de alimentos pode variar em até 18%, mesmo depois de ter sido orientado por nutricionistas. Com isso os autores admitem que a dieta hipocalórica PODE ter sido mais restritiva ainda.

Pelas próprias palavras dos autores: “…não podemos descartar a possibilidade de que uma das condições pode conferir uma pequena vantagem sobre a outra no que diz respeito à perda de gordura. Outros estudos se justificam em um ensaio mais a longo  prazo, com um maior número de participantes.”

Os estudos possuem um número ínfimo de sujeitos, além do que a estratégia do AEJ é usada por bodybuilders há décadas por motivos que ainda não são totalmente esclarecidos pela ciência, como por exemplo, as respostas agudas da relação Leptina-Insulina, ou do comportamento da TRH e glicocorticóides em ciclos ultradianos (<12hrs) em atletas com alto % de massa livre de gordura e não em ciclos circadianos (>24hrs). Apesar dos resultados de muitos estudos serem controversos, Miyatake et al.(2004), observaram concentração plasmática reduzida de Leptina (hormônio da saciedade e saciação) sob regime de exercícios aeróbios. Benoit et al. (2004), demonstraram que as  respostas agudas ao exercício estão diretamente relacionadas ao equilíbrio de dois sistemas que determinam o comportamento alimentar e a quantidade de gordura corporal: orexígeno (aumento do apetite)  e anorexígeno (redução do apetite).

A intensidade do exercício parece repercutir nesses sistemas (Olive e Miller, 2001). Proeyen et al., (2010), demonstraram que, ao longo de seis semanas, o AEJ em homens de 72 kg de peso corporal, que realizavam dieta hiperlipídica (muito comum na sociedade atual) foi capaz de melhorar a sensibilidade à insulina e aumentar a quantidade de GLUT-4, CK (Creatina Quinase) e Carnitina Palmitoiltransferase. Esse estudo mostrou utilidade prática para o AEJ, onde esta estratégia pode ser considerada como colaboradora nas adaptações musculares e na melhora da tolerância à glicose em todo o corpo, mesmo em dietas hipercalóricas.

Perguntaram ao treinador de bodybuilders, Patrick Tuor, qual seria a efetividade do AEJ na redução do % de gordura corporal em seus atletas. Ele respondeu: “Muito pouca, mas sugiro que todos pratiquem inclusive em off season”. O off season é o período onde há maior consumo calórico/dia pelo atleta e quando os treinos tornam-se mais intensos.  Em seguida, perguntaram sobre o AEJ em não atletas e  o treinador respondeu: “Bom, não posso te responder. Pessoas comuns comem mal, dormem mal, treinam pior ainda e por isso não cultivam um bom volume muscular.”

Portanto, a estratégia do AEJ deve ser evitada como modalidade de treinamento para pessoas que não possuem hábitos saudáveis, que possuem alguma limitação metabólica, iniciantes em programas de exercícios resistidos e atletas de finais de semana. Entendo que cada vez é mais clara a necessidade de pessoas serem assistidas por médico, nutricionista esportivo e profissional de educação física, pois é sabido que esses profissionais juntos podem desenhar estratégias efetivas para diversos objetivos. Por enquanto, devido a insuficiência de evidências científicas é difícil afirmar a ineficácia do AEJ como recurso fisiológico e a magnitude de suas vantagens para indivíduos avançados e com alto volume muscular. Levantar mais cedo da cama para praticar caminhada ou corrida leve, pode não ser um desperdício para essa minoria. Contudo, as evidências práticas, colhidas por essa parcela inexpressiva da população mundial, são no mínimo intrigantes.

“… As evidências mais fortes são os resultados de trabalhos científicos experimentais, controlados e randomizados, seguidas dos trabalhos de observação. No entanto, nas áreas biológicas também se costuma considerar como evidências as impressões práticas de quem tem experiência na área. Na falta de boas evidências cientificas, se aceita que condutas sejam baseadas em vivência prática.”

Por
Fabiano Oliveira Morige
Personal  Trainer – CREF: 047693-G/SP
Consultor Atlhetica Nutrition
www.atlheticanutrition.com.br
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