DESMISTIFICANDO O BCAA: SERÁ QUE TODOS PRECISAM?

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O BCAA é com certeza um dos suplementos mais utilizados por atletas e praticantes de atividade física. Dentre os possíveis benefícios destaca-se a diminuição da fadiga central, aumento da síntese proteica, melhora da recuperação muscular, dentre outros.

Falando um pouco sobre seu metabolismo, ao contrário de outros aminoácidos que são oxidados primariamente no tecido hepático, o sistema enzimático mais ativo para a oxidação dos ACR (aminoácidos de cadeia ramificada) está localizado no músculo esquelético. A primeira reação envolvida no seu catabolismo é a transaminação pelas isoenzimas ATACR (aminotransferase de aminoácidos de cadeia ramificada), enzimas dependentes de piridoxal-fosfato, que irão converter os ACR em seus respectivos cetoácidos (KIC,KMV e KIV). Após isso, poderá ocorrer a descaboxilação oxidativa mediada pelo complexo enzimático DCCR.

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Nos últimos tempos, a leucina vem ganhando atenção especial pelo fato da mesma poder ativar mTOR e consequentemente aumentar a síntese proteica. Pensando nisso, muitas pessoas adicionam leucina ou BCAA em seus shakes visando um maior anabolismo. Apesar dos estudos feitos por reich werden durch binäre optionen Rieu I et al. e Paddon-Jones e Rasmussen mostrarem que em idosos a adição de leucina pode aumentar a síntese proteica, http://tommiliving.com/?iids=cambio-valute-online&7da=3c Katsanos CS et al. viu que o mesmo não ocorre em jovens.

http://www.kenyadialogue.com/?selena=opzioni-binarie-fare-soldi&4c1=18 Koopman et al. avaliou o efeito da suplementação de CHO, CHO + PROTEINA ou CHO+PROTEINA+LEUCINA após uma sessão de exercício. Como resultado, o grupo que ingeriu CHO+PROT+LEU apresentou um maior estímulo proteico total. Porém, é importante citar que os participantes ingeriram 0,2 g de prot/kg no pós treino e que realizaram o exercício em jejum.

Com certeza para aqueles que já consomem quantidades elevadas de proteína antes/depois do treino, a adição de leucina não trará o mesmo benefício. Estudos mostram inclusive que a utilização de whey protein + caseína é mais efetiva do que a utilização de whey+bcaa+glutamina para o aumento de massa muscular. Outra questão interessante é que a leucina quando consumida em uma quantidade muito desproporcional a ingestão de isoleucina e valina irá ocasionar um downregulation da DCCRC, fato este que promoverá a ativação do complexo DCCR, levando a uma depleção da valina e da isoleucina, diminuindo assim a síntese proteica.

O uso de BCAA durante o treino tem sido proposto para prevenir a oxidação dos ACR. Nesse contexto, go site McKenzie et al. investigaram a oxidação de leucina e a atividade do complexo DCCR em exercícios de endurance. Diferentemente do esperado, os dois parâmetros foram menores durante o exercício, indicando que o treinamento levaria a adaptações metabólicas que diminuiriam a contribuição dos BCAAs para o fornecimento de energia. Além disso, como a ingestão de carboidratos durante o exercício poder prevenir a oxidação de ACR, o uso de BCAA é muitas vezes desnecessário. Com relação a imunocompetência, a suplementação de BCAA vem sendo estudada pelo fato de ser precursora da síntese de glutamina.

Nesse sentindo, tanto os estudos click here Parry- Billing et al. como os de Tastylia without prescription Bassit et al. apresentaram resultados positivos nos parâmetros imunológicos e na concentração plasmática de glutamina após suplementação com BCAA.

A hipótese da fadiga central também leva muitos a suplementarem com BCAA durante o treino. O fato do exercício exaustivo aumentar a concentração de ácidos graxos livres no plasma e ainda poder levar a uma maior utilização de BCAAs como fonte energética, elevaria a disponibilidade de triptofano e a consequente formação de serotonina. Pensando nisso, o uso de BCAA durante o exercício poderia atenuar o aumento da razão entre as concentrações de triptofano livre e ACR, o que retardaria o início da fadiga central, aumentando assim a performance.

cosa sono le opzioni binarie turbo Hall et al. utilizou atletas de endurance para comparar os efeitos da ingestão de bebidas com 6% de sacarose, 6% de sacarose e 3g/l de triptofano, 6% de sacarose e 6 g/l de BCAA ou 6% de sacarose e 18g/l de BCAA. O grupo que utilizou BCAA teve uma redução de 8 a 12% da captação de triptofano na exaustão, assim como uma maior formação de amônia. Porém, como o tempo de tolerância ao esforço não diferiu entre os quatro grupos, a suplementação de BCAA foi ineficaz para o aumento da performance.

binary option no deposit required Davis et al., Watson et al. e Araújo JR et al. também não verificaram benefícios da suplementação de ACR sobre a performance quando comparada ao placebo ou a utilização de carboidratos.Em contraponto, buy Lyrica Mittleman et al. e Rossi mostraram um aumento no tempo de tolerância ao esforço no grupo suplementado com BCAA, além da diminuição da captação de triptofano.

Analisando todos os estudos a respeito da fadiga central e o efeito do BCAA na mesma, nota-se que a grande maioria não mostra vantagens com relação a seu uso, e que a utilização de carboidratos pode ser uma estratégia mais eficiente, tendo em vista que atenua tanto o aumento da concentração plasmática de ácidos graxos livres, quanto a razão plasmática de triptofano livre: ACR. Além disso, a utilização de doses elevadas de BCAA durante a atividade física é relacionada com o aumento de amônia, ocasionando fadiga. Além da hipótese da fadiga central, BCAA intra-treino também é relacionado com o aumento da síntese proteica.

Nesse sentido, http://79thstreet.org/?dkiis=top-strategie-opzioni-digitali&235=8a Karlsson et al. analisou o efeito da suplementação com BCAA antes, durante e após o exercício. O grupo suplementado apresentou uma elevação plasmática dos três aminoácidos ingeridos, assim como um aumento de 3,5 vezes da fosforilação da p70S6K durante a recuperação. Pelo fato da p70S6K estar envolvida na regulação da síntese proteica, um aumento da sua fosforilação poderia levar a um maior anabolismo. O grande porém desse estudo é que os participantes realizaram o exercício físico após uma noite inteira de jejum. Além disso, o grupo placebo ingeriu apenas água antes, durante e após o treinamento. Diante dessas circunstâncias fica meio óbvio o porquê da suplementação com BCAA ter sido tão superior.

Ao contrário de muitos profissionais que utilizam estudos como esse pra falar que BCAA intra treino aumenta a síntese proteica, o artigo em questão só mostra que com certeza é melhor você ingerir aminoácidos seja antes, durante ou depois do treino, do que ficar esse tempo todo sem comer nada. Os efeitos do BCAA sobre a dor muscular de início tardio (DMIT) e lesão muscular também são muito citados na literatura. source site Shimomura et al. avaliaram o efeito da sua suplementação em homens e mulheres após a realização de agachamento. Apesar do grupo feminino ter apresentado menor DMIT com a suplementação, no grupo masculino a diferença não foi significativa, deixando em aberto a real função do BCAA nesse ponto.

Coombes JS e McNaughton LR mostraram que a utilização de BCAA (12 g/dia) foi eficaz na redução da CK e da LDH após a realização de exercício de endurance. Tanto o grupo controle como o suplementado ingeriram 1,6 g de prot/kg e 64mg/kg de BCAA, sem levar em conta a su-plementação. Com relação a melhora da composição corporal e da performance, Mike Spillane e Antonio J et al. não mostraram benefícios decorrentes da ingestão de 9 g de BCAA durante 8 e 6 semanas respectivamente.

CONCLUSÃO:

Como conclusão, apesar dos BCAAs serem extremamente importantes para o anabolismo e diversas outras funções no nosso corpo, pelo fato de uma alimentação com quantidade suficiente de proteínas de qualidade já fornecer elevadas quantias de BCAAs, a suplementação do mesmo acaba sendo na maioria das vezes desnecessária. É importante relembrar também que quantidades elevadas de BCAAs estão associadas com o aumento de amônia e fadiga precoce, além de não aumentarem a síntese proteica naqueles que tem um ingestão de proteínas adequada. Ou seja, ficar tomando grandes doses de BCAA durante o treino ou até mesmo entre as refeições, não só não trará benefícios adicionais como também poderá prejudicar a performance.

Não é preciso nem comentar que para aqueles que tomam 2 cápsulas de 500 mg antes e depois do treino, o resultado será zero. Se você é aquela pessoa que costuma ingerir 4-5 gramas de prot/kg, pode ter certeza também que utilizar ainda mais BCAA só fará você gastar seu precioso dinheiro a toa.

 

Por Eduardo Machado
Personal trainer / preparador físico (CREF: 091873-G/SP)
Especializado em treinamento de força na saúde e na doença HC-FM-USP
Especializado em Medicina do Esporte  e da Atividade Física – UGF
Pôs graduado em Atividade Física  na Gravides e Pôs-parto – UGF
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REFERÊNCIAS:

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